Eu era só um jovem garoto com algumas desilusões e muitos sonhos. Bem, o que mais eu poderia querer ser?
segunda-feira, abril 22, 2013
segunda-feira, abril 01, 2013
Os sinos soam na catedral de Londrina e eu estou só como um
cão abandonado. Mais uma vez, entre tantas outras, fui traído por minhas
ambições. Já não suporto mais o peso que carrego. É impossível fingir que estou
bem, são e que sei o que estou fazendo da minha vida. É impossível me divertir.
Já não sei mais quanto tempo aguentarei. Já não sei mais quanto tempo conseguirei
manter esses disfarces. Procuro a saída para algum lugar que não conheço.
Procuro a vida que tenho por direito. Me ajoelho e clamo por piedade. Estou só
como um cão abandonado e não sei mesmo aonde ir. Estou só, e isso é o
suficiente.
terça-feira, março 12, 2013
segunda-feira, março 11, 2013
A adolescência é uma merda. Você passa boa parte do tempo
cercado daquelas pessoas te dizendo o que fazer. “Olha só, é melhor tu estudar
pra essa prova pra se dar bem no vestibular e depois conseguir um bom emprego”.
Você normalmente não dá muita sorte com as garotas e não sabe quase nada da
vida. Eles passam o tempo todo te pressionando querendo que você seja alguém
que nem você entende. “Você daria um bom médico, sabia?”, ou “Olha só, fazendo
engenharia você pode tirar um bom dinheiro e ter uma vida boa, já pensou nisso?”,
mas é claro que você não pensou nisso, você não quer pensar nisso, você só quer
se virar, ter sua própria vida do jeito que você imaginou e vagar pelo mundo em
um Cadillac, parando de cidadezinha em cidadezinha pra tentar entender a vida,
mesmo sabendo que você nunca vai conseguir. O problema é que isso passa, e aí
você se torna adulto e imagina que as pressões vão diminuir, mas elas nunca
acabam. Eles ainda querem saber quem é você, o que você faz e o quanto pode
render. E você ainda não sabe nenhuma das coisas e começa a achar que talvez nunca
irá saber. É um grande problema sem solução.
terça-feira, fevereiro 19, 2013
Pobres, pobres! Acreditando que tinha algo a lhes
oferecer. Eu estava muito perdido, como sempre estive, como nunca estive. E eles
olhavam pra mim como se eu tivesse uma espécie de áurea ou como se pudesse lhes
dizer algumas palavras confortadoras. Eu não tinha nada confortador para dizer,
toda a minha vida tinha sido um grande martírio e eu já não queria mais estar
ali. Eu não entendia porque me olhavam daquele jeito e acreditavam que eu tinha
algo a oferecer. Talvez fosse uma recompensa por todo o meu sofrimento, mas eu
tinha sofrido demais pra aceitar essa recompensa de bom grado. Eu já estava
acostumado ao fracasso, à decepção, ao horror. Eu sabia muito bem o que queria
e o que não queria, mas sabia que nunca teria nenhuma das duas coisas. Eu
estava perdido como um filhote que foge da ninhada, mas não havia mais instinto
de sobrevivência, não havia abrigos para se esconder. Era o fim, meu amigo, o
bom e velho fim, e era bom aceitar antes que tudo aquilo se tornasse ainda
pior. Eu precisava tomar uma atitude, e logo. Mas, como sempre, eu era muito
covarde pra isso.
Memórias de um Covarde em Extinção; Rick Nicoletti
Ali estava um homem que havia sido submetido a todo tipo de
auto-tortura mental, um homem que acreditava ser doutrinado de uma alma poética
mas que caia em profunda angústia quando confrontado com a realidade. Durante
toda a sua vida ele vivera de sonhos. Aos 12 era jogador, aos 15 rock star, aos
17 escritor, e aos 19 não era nada. Aos 23, era menos ainda.
Queria morrer. Só não sabia como.
domingo, fevereiro 17, 2013
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