Meu estilo poético é simples, desajeitado
Há tempos que abandonei as convenções
Perdido entre nuances literárias
Me abraço ao que restou de esperança
Entre os homens fartos e cruéis.
A seus pés rastejo como uma cobra
Uma víbora venenosa e desprezível
Rejeitada pela fauna, solitária pela flora
Pronta para o próximo bote
em meu próprio pescoço.
A mim restou a esperança
De dias mais ensolarados
Longe dessas velhas assombrações
Afastado de tudo o que me faz mal.
Sem rumo caminho
Entre flores e espinhos
Procurando a salvação
Que talvez nunca virá.
terça-feira, julho 16, 2013
sexta-feira, julho 12, 2013
mais um lamento
Não me permiti ser feliz
estava ocupado demais me entristecendo
com minhas velhas manias insensatas
de quem não sabe o que fazer.
Corri atrás de sonhos sem êxito
regressei para casa bêbado
tropeçando na calçada
sonhando com algo
que eu desconhecia.
Com o passar do tempo
me tornei mais triste e desiludido
em muitas vezes estive só
em outras tantas fui enganado
e voltei a ficar só.
Hoje não me permito ser feliz
por questão de escolha
aceitei a solidão
e a dor que a acompanha.
estava ocupado demais me entristecendo
com minhas velhas manias insensatas
de quem não sabe o que fazer.
Corri atrás de sonhos sem êxito
regressei para casa bêbado
tropeçando na calçada
sonhando com algo
que eu desconhecia.
Com o passar do tempo
me tornei mais triste e desiludido
em muitas vezes estive só
em outras tantas fui enganado
e voltei a ficar só.
Hoje não me permito ser feliz
por questão de escolha
aceitei a solidão
e a dor que a acompanha.
quinta-feira, junho 13, 2013
Nada foi em vão
Não há mais mistérios
desperdiçamos nossas vidas
nos balcões dos bares
mas nada foi em vão.
Você leu um poema de Rimbaud
e disse que eu era um idiota
eu não fiz objeções
e nada foi em vão.
Saímos bêbados pela Consolação
buscando um consolo para nossa paixão
não correspondida
mas nada foi em vão.
Amaldiçoamos o sistema
e caçoamos dos cidadãos comuns
fomos um exemplo ruim para as crianças
e nada foi em vão.
Chutamos postes e quebramos lâmpadas
jogamos discos pela janela
enquanto ríamos de nossa desgraça
mas nada foi em vão.
Hoje choramos sozinhos
em quartos esquecidos
de cidades tão impessoais
e nada disso continua sendo
em vão.
desperdiçamos nossas vidas
nos balcões dos bares
mas nada foi em vão.
Você leu um poema de Rimbaud
e disse que eu era um idiota
eu não fiz objeções
e nada foi em vão.
Saímos bêbados pela Consolação
buscando um consolo para nossa paixão
não correspondida
mas nada foi em vão.
Amaldiçoamos o sistema
e caçoamos dos cidadãos comuns
fomos um exemplo ruim para as crianças
e nada foi em vão.
Chutamos postes e quebramos lâmpadas
jogamos discos pela janela
enquanto ríamos de nossa desgraça
mas nada foi em vão.
Hoje choramos sozinhos
em quartos esquecidos
de cidades tão impessoais
e nada disso continua sendo
em vão.
segunda-feira, junho 10, 2013
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