terça-feira, fevereiro 13, 2007

Primeira aula de um vagabundo.

Liguei de última hora pra confirma o horário do supletivo e tive de surpresa a notícia de que era outro local de aulas ao contrário do qual eu estava pensando.
Peguei o ônibus e desci procurando pela avenida indicada. Perto do calçadão, no centro da cidade. Achei rápido. Fácil, pensei.
Desci a avenida procurando o número e nada. Fui olhando atentamente e decidi subir de volta olhando tudo novamente com cuidado. Descobri que tinha encontrado a avenida mas descido na rua que fazia esquina a ela. Na avenida certa achei rapidamente o local certo.
Cumprimentei o funcionário do supletivo que estava na porta e que eu havia descoberto dias antes quando fui fazer a matricula que fazia aniversário no mesmo dia que o meu.
Subi um longo lance de escadas e entrei na sala indicada. Quanto fileiras de aproximadamente doze carteiras, um ventilador na parede esquerda a qual era feita apenas pelas janelas do prédio espelhadas ao lado de fora.
Sentadas umas cinco pessoas. Três delas deveriam ter mais idade que meus pais, e uma mulher dessas tinha quase idade pra ser minha avó.
Os alunos foram chegando, a maioria muito mais velhos que eu. Provavelmente o mais novo da sala. Ao meu lado sentados dois boys de vila. Na minha frente um cara com roupas de peão porém um pouco mais comportadas. Sem espóras e fivelões. Logo a sala estava lotada. Olhei pra trás e vi na primeira carta da última fileira da sala um amigo das antigas.
O professor de artes entrou. Era esforçado, mas não deu pinta de ser bom professor. Explicou a matéria durante um tempo e críticou o gosto da multidão por bbb. Inutil dizer isso numa sala de supletivo, mesmo eu tendo a mesma opinião que ele.
Um pequeno intervalo e sai pra conversar com o amigo que não via a uns tempos. Da outra sala sai outro amigo que não via a uns anos. O cara tinha estudado comigo quando reprovei a primeira vez em 2005, tinha mudado pra Maringá e agora estava de volta. Pelo menos alguns conhecidos ali no meio de um monte de gente esquisita tentando terminar seus estudos.
Voltamos pra aula. O professor de artes terminou de dar sua matéria sobre vanguardas européias. Bastante interessante por sinal. Passou uma pequena prova. Fácil e com direito a consulta. Só uma página frente e verso. Maravilha. Respondi fácil a primeira página e parti pras duas questões dissertativas. Interpretação de texto, tranquilo de tudo.
Ótima aula. E eu pensando que ia ter que ficar na sexta a noite na aula e eles avisam que as aulas vão ser só de segundas e quartas. Só questão de tempo agora.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Sinceridade Alcoolizada.

Vou começar a tentar evitar ficar bêbado em lugares inusitados. Eu acabo sendo muito sincero e isso pode não ser muito bom.
O díficil mesmo é pra parar de beber...

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Final de férias caótico.


Este final de férias está sendo caótico. Sem dinheiro pra tomar cerveja, sem nenhuma ocupação e sem ânimo também.
Minha mãe vai viajar, acho que vou me "internar" na casa do Hermano de novo. Ou fazer uma bebedeira com os amigos algum dia aqui. Ainda to na dúvida. Essas bebedeiras sempre viram festas grandes onde um chama o outro que chama o outro e depois é uma merda pra limpar e o caralho a quatro. Mas se eles pagarem as bebidas que mal pode ter? vou estar cedendo a casa, e to precisando de um bom porre pra me despedir dessas férias caóticas. Me parece um bom negócio, não vou gastar nenhum centavo e vou beber sem precisar me preocupar em como sair ou voltar pra casa. Que coisa mais caótica...


Caótico segundo Aurélio:

caótico - adj.,

confuso;
desordenado.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Quase formado

Ah, agora sim. Matriculado e 50% quitado com o supletivo, o que significa que em 3 meses eu vou ser um garotinho formado no segundo grau.
Meu pai virou a cara pra mim e vou ter que procurar um emprego porque eu ando mais liso que pau de sebo. Mas isso é só acaso, to muito animado pra me preocupar com isso hoje.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Quarta-feira de férias.

Peguei uma carona até a Jk, em frente de onde o Luy morava e eu tinha comido pizza no dia anterior. Atravessei a rua e andei uns passos pelo muro que cerca o cemitério e encontrei um amigo de muito tempo atrás. Completamente chapado, conversamos um pouco e segui andando.
Ninguem ainda tinha chegado. Conversei um pouco com o garçon e perguntei as horas.
Sai pra dar umas voltas sem pressa pelo centro. Andei alguns quarteirões e passou um carro com alguem gritando meu nome. Virei pra trás mas não reconheci, apenas uma mão dando um tchauzinho no fim da tarde.
Fui até a casa do avô do Hermano sabendo que ele não estava la. Era só pra passar o tempo. Usei o telefone mas nem sinal dele. Devia ter ido pra tal discotecagem. Voltei a passos lentos e fiquei conversando com o garçon.
É duro não ter dinheiro quando faz um calor e você quer apenas tomar algumas cervejas.
Alguns conhecidos chegaram, sentamos e pedimos uma cerveja. Geladissima, no ponto.
Mais gente chegou e por sorte as cervejas continuaram.
Uma amiga que ia pra austrália dois dias depois me chamou pra ir no Mc'donalds. Só tinha ido ao tal bar pra ver ela antes da viajem.
Andamos algumas quadras eu, ela e o Pedro. Na frente do Mc'donalds a churrascaria mais cara da cidade, perguntamos o preço mas ela não se animou. Sacou o cartão de crédito e pediu lanches com fritas e refrigerante para os três. Isso incluia um delicioso molho barbecue que espalhei por todo o lanche e comi feliz.
Voltamos ao bar e bebemos mais algumas cervejas, cumprimentei uns conhecidos e decidi ir pra tal discotecagem. Já passavam das onze horas. Cheguei e encontrei alguns amigos. Já havia acabado tudo o que era pra ter. Sem um puto no bolso, era hora de ir embora.
Liguei pra minha mãe mas ela não se animou nem um pouco com a idéia de me buscar. Optei por ir a pé mesmo, perigoso mas já havia feito isso boas vezes. Uma a mais ou a menos não ia mudar. Andei com os caras até o terminal, os ultimos ônibus já estavam saindo. Um deles que eu mal conhecia disse que pagava minha passagem, e pagou. Morava do lado de casa e corremos para pegar o ônibus, já estava de portas fechadas saindo. Abriu as portas e entramos, fomos conversando durante o trajeto sobre coisas simples.
Pareceu ser um cara gente boa, não é todo dia que você conhece alguem que paga tua passagem sem nem ao menos te conhecer. Sem dúvidas era gente boa.
Cheguei em casa e fiquei um pouco na frente do computador. Fui dormir ouvindo os beatles. Fiquei deitado na cama pensando na vida durante umas duas horas no escuro até pegar no sono.

terça-feira, janeiro 30, 2007

Indeciso

E minha dúvida continua. So to com medo de me arrepender depois de decidido.
Foda-se.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Dezessete já.

A muito tempo esse dia já não tem mais a mesma graça pra mim. Aquele negocio de todo mundo te ligando, ganhar presentes e fazer festa. Acho que já ficou pra traz mesmo.
Dessa vez vou apenas fazer o que faço durante o ano inteiro. Beber com as pessoas que mais gosto, conversar e ouvir música.
O tempo está passando, um pouco rápido de mais mas isso até que é bom. Os tempos de irresponsabilidade vão ficar pra trás, e logo eu vou estar cheio de coisas pra fazer. E isso me assusta muito.
Obrigado a todos os poucos que tem feito a diferença nesses dezessete anos que se passaram.


The Who - My Generation

People try to put us d-down (Talkin' 'bout my generation)
Just because we g-get around (Talkin' 'bout my generation)
Things they do look awful c--cold (Talkin' 'bout my generation)
I hope I die before I get old (Talkin' 'bout my generation)

This is my generation
This is my generation, baby

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Sixteen Again



Último dia da minha vida com 16 anos. Evolui em algumas coisas, estagnei em outras. Que os erros tenham servido pra alguma coisa, e que eles não se repitam novamente.

Pra começar os dezessete já vou ter que tomar uma decisão importante pra minha vidinha. Fazer o primeiro colegial pela terceira vez e trabalhar com meu pai, alcançando meus desejos materiais ou fazer supletivo e terminar os estudos de vez, causando uma briga com meu pai e passando o resto do ano com pouca grana, porém estudando pro vestibular e procurando emprego. Isso é algo que vou ter que quebrar a cabeça e decidir na próxima semana.


Buzzcocks - Sixteen Again

Feeling like I'm almost sixteen again
Layin' 'round doing nothing like all my friends
Play it cool don't get angry count up to ten
Just like I was sixteen again

Everybody gets the lowdown right from the start
Everybody gets the showdown right from the heart
But that's all that's on the menu and life's a la carte
I don't know

Things in life are not played for keeps
If it makes you happy it'll make you weep
And if you want some more practical advice
If you can't think once then don't think twice
Cos things won't seem so nice
You'll wish you were sixteen again
Oh no

Feeling rather strange when you're sixteen again
Things don't seem the same the past is so plain
This future is our future this time's not a game
This time you're sixteen again

Always on your own when there's nobody else
Asking myself would I be someone else
But after all life's only death's recompense
I don't know

Things in life are not played for keeps
If it makes you happy it'll make you weep
And if you want some more practical advice
If you can't think once then don't think twice
Cos things won't seem so nice
You'll wish you were sixteen again
Oh no

terça-feira, janeiro 23, 2007

Crônicas, de Bob Dylan.



Um tempo atrás a Carol me emprestou o livro crônicas do Bob Dylan. Comecei a lêr no final do ano passado mas interrompi por um tempo pelo final das aulas e retornei posteriormente.
De inicio já era perceptivel o detalhismo de cada história contada por partes. Voltei a ler com tudo no começo desse ano e terminei o livro.
Um dos grandes artistas comtemporaneos expondo suas idéias e fatos de sua vida de uma maneira só dele, é algo que realmente vale a pena. O livro me parece soar como a cancão Talkin' New York durante quase toda sua extensão. Detalhista, longo e encantador. Muito por sinal.
Pelo descrito no livro Bob também tinha uma ligação com Jack Kerouac onde ele cita que o motivo para sair de casa e viajar sozinho pela américa foi a obra prima On the road.
Também conta experiencias pessoais e visões do mundo, negações de ser um suposto "messias da revolução" e histórias interessantes de amizades com pessoas como Johnny Cash, Dave Van Ronk e outros figurões da cena Folk americana.
Um único ponto fraco do livro foi a extensão dos capitulos, que são apenas cinco mais o posfácio escrito por Eduardo Bueno, do qual eu nunca ouvi falar mas fez uma avaliação perfeita do livro em si.
É uma sensação de estar numa cafeteria com um disco folk-country rolando todo o tempo enquanto você lê o livro. Certo que isso parece cult demais. Eu particularmente nunca fui muito fã de ler em cafeterias, apesar da prática ter o seu charme. Prefiro ler em casa estirado no sofá ou na cama, mas mesmo quando terminei o livro em Florianópolis ele remeteu a mesma sensação boa de cafeteria com folk-country e um toque de blues. Não que eu seja muito entendido no assunto, mas gosto de apreciar essa sensação. Do tipo a que os discos do Ryan Adams,Paul Westerberg e o próprio Dylan me proporcionam num dia de chuva. Ou de sol.

quinta-feira, janeiro 18, 2007

E por ai vai...

É só voltar e ir direto ao mesmo lugar de todos os dias, curtir um pouco aquele gosto de retorno onde as coisas parecem meio novas, apesar de velhas e logo ver que tudo está sempre na mesma. Mas até que é bom as vezes.
Foi bom passar uns dias alternando na casa do Hermano e na minha, vendo filmes, curtindo som e utilizando criatividade em dupla pra fazer músicas manjadas. Fazer coisas que não fazia a tempos com amigos que não via a um tempo. E então comer pizza. Um, dois dias seguidos.
As férias tem sido boas. Sem muito agito, sem muita mórbides.
E logo mais um ano de vida, e mais um ano pela frente, e outro ano de vida, e outro ano pela frente, e por ai vai...