quarta-feira, janeiro 10, 2007

Beach boys on the beach



Pra conciliar o clima de praia e uma das bandas de quem eu mais sou fã eu to passando quase todos esses dias ouvindo aos Beach Boys. E não é a toa que a banda tem esse nome, combina mesmo com o lugar, é claro que não com esse litoral brasileiro onde só rola reggae e axé mas pra mim ficar ouvindo a eles e tomando umas leves cervejas até que tem sido bom.
Fui num shopping com meu pai hoje e pesquisando alguns discos de uma promoção a R$15 achei muita coisa boa do tipo Howlin' Wolf e Little Richard.
Já estava com o disco do Little Richard na mão quando resolvi procurar uma última vez no meio dos discos e lá estava um disco dos Beach Boys, ao vivo no último show antes de se separarem (voltaram esses tempos) em 1980 num castelo inglês. Por falta de um, dois discos iguais.
Peguei e decidi que ia ser aquele mesmo. E não me arrependi.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

E minha sorte mudou no litoral...

Parece que minha sorte no litoral mudou. Acordei hoje e quase todo mundo tinha ido para a praia, menos eu e os garotos do reggae que escutavam as raízes de Bob Marley com bandas reggaeras nacionais e faziam pulserinhas ao maior estilo de apetrechos jamaica-brasil. Tomei um banho, li um pouco e decidi dar uma volta na praia sozinho. Peguei uma cerveja e sai caminhando. Andei um bom caminho pela praia. Encostando o pé na areia molhada onde as ondas batem, as crianças brincam e os velhos tomam cervejas e jogam frescoball com seus filhos. Peguei um dos caminhos de volta a avenida para voltar pra casa.
Entrei na ruela e haviam dois caminhos para se chegar a avenida principal. Seguindo reto, ou virando por uma outra rua e saindo um pouco mais na frente. Nenhum dos dois tinha diferença de distancias, era absolutamente a mesma. Opitei por cortar e entrar na outra rua pra observar mais as coisas. Foi assim que olhei pro chão e vi no meio fio quase no asfalto uma câmera fotográfica digital. Peguei nas mãos e olhei para os lados aguardando algum possivel dono. Esperei um pouco e nada. Avaliei que se tratava de uma boa câmera 6.0 pixels que provavelmente custaria uns 800 reais na loja. Coloquei no bolso e sai andando olhando pra trás, vendo se quem sabe alguem procurando aparecesse. Não apareceu e eu ganhei uma câmera.
Pra melhorar os cabos de transferencia de fotos são os mesmos da maquina do meu pai, pois são da mesma marca. Um passeio de 15 minutos que me valeu muito.
Na maquina algumas fotos de duas meninas, uma bonitinha e outra feia. Deduzi que eram argentinas porque aqui você praticamente só encontra "los hermanos", e a linguagem da maquina estava progamada em espanhol. Em algumas das fotos a mais bonitinha aparecia com uma camiseta do Kiss. Depois dessa vou até agradecer ao Gene Simons e ao Paul Stanley né.
Voltei pra casa, abri mais umas cervejas e almocei com todo o pessoal. Liguei pro Hermano por uma ultima esperança de ele vir pra ficar um pouco na praia comigo e ele me disse que já estava de passagem comprada para Londrina. Sai andar um pouco e entrei num cyber café.
O celular acabou de tocar e ele confirmou que vem. Parece que minha semana de férias no litoral vai provavelmente ser do caralho.
Ainda estou apaixonado pela Angelina Jolie do filme, ooooh angelina!

domingo, janeiro 07, 2007

Life or something like it

Decidi vir pra Florianópolis de ultima hora com meu pai, achando que ia dar pra encontrar o Hermano e curtir um pouco. Resultou que estou numa casa afastada, num lugar ruim, ele não vai vir, não gosto nem um pouco de praia, estou na casa da namorada do meu pai com pessoas que não conheço e o filho dela e um amigo que passam o dia ouvindo Reggae. Malditos garotos do Reggae. Única coisa que salvou foram as cervejas que estou bebendo.
Pelo menos fiquei longe do computador e assisti na globo um filme realmente muito bom que a Nara tinha me indicado a muito tempo e eu tinha esquecido de ir atrás. "uma vida em sete dias" (Life or something like it) com a Angelina Jolie loirinha e maravilhosa. Ela é uma reporter que recebe a previsão de um profeta de rua (que por sinal acerta tudo) que ela iria morrer em uma semana, então ela decide tentar aproveitar cada minuto da vida nessa semana, e isso inclui ela muito linda com uma camiseta do Social distortion sentada no sofá escutando Social distortion e comendo doces. Depois ela vai fazer uma entrevista ao vivo bêbada e embala todos presentes a cantarem Satisfaction dos Stones. Incrivel.
Estou apaixonado pela Jolie desse filme. De verdade.

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Bowie for Vittel



Sem dúvidas uma das propagandas mais geniais que eu já vi.
Deus salve o camaleão.

terça-feira, janeiro 02, 2007

Ano novo, vida nova.

Mais um ano que passou. Particularmente um ano a ser esquecido em sua maioria.
Espero sinceramente que 2007 seja muito melhor do que meus anos tem sido ultimamente e surpreenda meu pessimismo com muitas coisas boas pra mim e pras pessoas que eu gosto.
Obrigado a todos que fizeram meu ano menos pior e que mesmo com o tempo me afastando de muitas pessoas cada ano que passa elas marcam algo na minha vida, e isso é o que importa.
Quanto as festas de reveillon eu não sou muito animado quanto a isso. Para mim é apenas um dia normal como outro qualquer. Os 10 segundos que antecedem a virada só me fazem refletir um pouco sobre os muitos erros desse ano passado e tentar acertar nesse que está começando.
Let's start it all again.

domingo, dezembro 31, 2006

Nota

Sobre o ultimo post onde eu disse que londrina tem muito desses lugares que são moda hoje e vazio amanhã parece que o da atual moda não vai se esvaziar com o tempo.
Estou do falando do chá das cinco e o bar é um lugar realmente agradavel. È ao ar livre e tem uma pequena parte coberta onde tem um telão que passam clipes de geralmente boas bandas como ac/dc, stray cats, joy division, clash e david bowie.
A única desvantagem de lá é que quando chove não tem espaço para muitas mesas e cadeiras e acaba ficando com pouco movimento, mas não é nada que com uma cobertura não seja resolvido.
Só vou tomar cuidado pra não saturar o lugar, de quarta pra cá fui todos os dias no mesmo.

sexta-feira, dezembro 29, 2006

No particular place to go

Eu tava percebendo que em Londrina sempre que surge algum lugar legal pra você frequentar o povo se enfia nesse lugar por um longo tempo seguido até enjoar e depois escolherem outro lugar para virar o novo ponto de agito. Isso sem contar a falta de bons lugares pra ir aqui.
É por essas e outras que eu vivo falando que vou ficar em casa mas no final sempre acabo saindo.

Tem algo muito estranho acontecendo comigo, essa madrugada foi a segunda vez que eu sonhei com uma pessoa que eu nem vejo e converso mais a um bom tempo, why did it happen to me?

quinta-feira, dezembro 28, 2006

O adeus de James Brown

Cantor James Brown, "pai do soul", morre aos 73 anos nos Estados Unidos

O cantor norte-americano James Brown, conhecido como "o pai do soul", morreu nesta segunda-feira (25), aos 73 anos, em um hospital de Atlanta, informou seu agente. Brown morreu à 1h45 (4h45 de Brasília) no Emory Crawford Long Hospital, no qual estava internado desde domingo (24) devido a uma pneumonia.

O agente de Brown, Frank Copsidas, disse aos meios de comunicação americanos que o cantor não estava na unidade de terapia intensiva e que se desconhece a causa exata da morte.O amigo e companheiro de trajetória musical Charles Bobbit estava junto a Brown no momento de sua morte, acrescentou o agente.

Célebre por uma voz imponente e seus frenéticos movimentos, Brown, também conhecido como "Senhor Dinamite", se tornou famoso com canções como "I Got You (I Feel Good)", "Papa's Got a Brand New Bag", "Please Please Please" e "Living in America". Seu sentido inovador de ritmo o transformou em um dos músicos americanos com maior influência nos últimos 50 anos, junto a nomes como Elvis Presley e Bob Dylan.

Além de transformar o gospel em rhythm and blues e soul, James Brown também influenciou o surgimento de estilos como o rap, o funk e a música disco. Mick Jagger, Michael Jackson e David Bowie, entre outros, admitiram ter se inspirado no ícone da música negra.

O sucesso de Brown "Say it Loud (I'm Black and I'm Proud)" ("Diga alto, sou negro e orgulhoso"), tornou-se hino dos direitos humanos durante os turbulentos anos 1960. Ele tocou a música na posse de Richard Nixon na Presidência dos EUA, em 1969 -- em ação que prejudicou temporariamente sua popularidade entre jovens negros.

Brown costumava trocar de ternos uma dúzia de vezes durante um show e dançava freneticamente no palco. Uma vez disse que queria esgotar o público e "dar às pessoas mais do que esperavam-- cansá-las".

O cantor gravou mais de 800 canções durante sua carreira. Emplacou mais de 119 músicas nas paradas de sucessos e lançou mais de 50 álbuns. Entrou no Hall da Fama do Rock and Roll e recebeu um prêmio Grammy pela carreira musical, em 1992.Além de lançar discos e fazer shows, Brown construiu também um império de negócios, incluindo uma série de estações de rádio e sua própria empresa de produções. Tinha uma grande frota de carros caros e um avião. Durante sua vida, ganhou fama de ser o homem que mais trabalhava na área artística.


Biografia

Nascido em um subúrbio de Barnwell (Carolina do sul) em 1933, James Joseph Brown Jr. superou uma infância marcada pela miséria e a marginalização, após ser abandonado aos 4 anos por seus pais e deixado aos cuidados de parentes e amigos. Cresceu nas ruas de Augusta (Geórgia), onde cantava e dançava para pagar por sua vaga no quarto de um bordel.

Abandonou a escola na sétima série e começou a trabalhar colhendo algodão, engraxando sapatos, lavando carros e pratos e fazendo faxina em lojas.

Aos 16 anos, foi condenado a passar três anos em um reformatório por roubar carros. Ao sair, e em meio a uma carreira semiprofissional como boxeador, uniu-se ao grupo de gospel de Bobby Byrd, cuja família acolheu Brown.

A banda, rebatizada como Famous Flames, assinou um contrato em 1956 com a King Records de Cincinnati e quatro meses depois a canção "Please Please Please" se transformou em seu primeiro título a alcançar o topo das paradas de sucesso.

Foi um show em Nova York, no teatro Apollo, no Harlem, que ajudou Brown a dar seu primeiro grande passo na carreira, com a gravação de uma apresentação ao vivo em 1961.

Durante os anos 60, lançou canções que se tornaram clássicos de seu repertório, como "Papa's Got a Brand New Bag", "I Got You (I Feel Good)", "Get Up (I Feel Like Being a Sex Machine)" e "I'm Black and I'm Proud", enquanto se envolvia com drogas, álcool e atos de violência, que lhe trouxeram problemas com a Justiça.

Na década de 70, com a morte de seu filho Teddy em um acidente de trânsito, e a competição com a disco music, a carreira de Brown dava sinais de fraqueza. Nos anos 80, participou de filmes como "Os Irmãos Cara-de-Pau" e "Rocky 4", que tinha na trilha sonora o sucesso "Living in America", que lhe valeu um Grammy em 1987. O sucesso dos filmes e da canção apresentaram James Brown a uma nova geração de fãs.

Em 1988, Brown foi condenado a seis anos por posse de drogas e armas. Ele foi preso após uma perseguição em alta velocidade pelos estados da Georgia e da Carolina do Sul, depois que a polícia disparou nos pneus do seu veículo.

O cantor passou mais de dois anos na prisão, após os quais se dedicou a trabalhar com jovens músicos de rap e hip hop, que viram nele, apesar de seus erros, um modelo que conseguiu superar a miséria e marginalização de sua infância.

Em fevereiro de 1991, foi libertado sob a condição de nunca dirigir e ter armas de fogo. Dois anos depois, Brown lançou o álbum "Universal James", que continha sucessos como "Can't Get Any Harder", "How Long" e "Georgia-Lina". Outro álbum de estúdio, "I'm Back", com a canção "Funk On Ah Roll", foi lançado em 1998.

Em 2004 teve diagnosticado um câncer de próstata, o que o levou a se submeter a uma cirurgia. Continuou sua carreira, em apresentações e estúdios como o show de 2005 na Grã-Bretanha e os duetos gravados com os cantores britânicos Will Young e Joss Stone.Brown foi casado quatro vezes e teve pelo menos seis filhos, o último deles com sua mais recente mulher, a backing vocal Tommie Raye Hynie.

terça-feira, dezembro 26, 2006

E passou o natal...

Todo fim de ano é a mesma coisa. Natal, abraços, tapinhas nas costas, um monte de comidas e troca de presentes. Todo mundo se ama no natal. Todo mundo da feliz natal até pra pessoas que durante o resto do ano você não faz menção de nem cumprimentar.
Já faz algum tempo que não gosto mais dessa data. Depois que cresci e comecei a perceber que o natal não era só ganhar presentes e reunir a familia com comida na mesa sempre fico injuriado nessa época do ano. Injuriado por todo mundo encorporar um espirito de hipocrisia e de falsa compaixão durante os poucos dias que antecedem e sucedem o natal.
Não critico as boas ações e compaixão, acho elas atitudes realmente dignas e louvaveis, mas porque não fazelas durante o ano inteiro e somente no natal? Porque é o dia que cristo nasceu? Porque é o dia que o papai noel vem enganar e amedrontar as pobres criancinhas que não foram boas durante o ano? Eu mesmo sempre tinha esse medo ao final dos anos, afinal quase nunca era um bom garoto e sempre temia ficar sem meus presentinhos nessa data tão festiva.
Desgostos a parte todo ano sempre viajo para a mesma cidade de Sorocaba no interior de Sp e me reuno com os mesmos tios e primos, que nos ultimos anos tem aumentado com a chegada de novas crianças bonitinhas porém paparicadas em demasia, com direito a meu pai se vestindo de papai noel só pra manter a fantasia e ver a cara de felicidade e espanto deles. As vezes tambem diminuindo como aconteceu a uns anos atrás quando minha avó se foi dessa pra melhor e esse ano quando um grande amigo da familia tomou o mesmo rumo que todos um dia havemos de tomar.
Apesar de sempre armar uma confusão por não querer ir passar o natal com essa familia são nos dez minutos que antecedem a ceia que fica em cheque a alegria de todos. Seguida por uma oração da familia católica chegam os sentimentos de falta, e esses são indescritivelmentes tristes e reflexivos. Os olhos de todos se enchem de lágrimas e todos lembram dos entes recentementes perdidos e se sucedem abraços e desejos de feliz natal. Essa é a parte que toca, você sente que mesmo contra o seu agrado pela época e contra sua vontade as saudades falam mais alto e todos reunidos dão um ar de reunião mais afetivo a todos os presentes unidos por um laço de sangue ou de matrimônio.
Acho que são esses dez minutos antecedentes a ceia que sempre vão ficar na minha memória, momentos que por pior ou melhor que sejam jamais serão esquecidos. Os saudosos momentos de familia.
E depois disso estão todos livres para comer muito, dar risada e se acabar entre latas de cerveja e garrafas de champagne. Com direito a almoço e mais cerveja no dia seguinte. Ah, familia.

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Sintomas do mal.

Ultimamente to brigando com um monte de gente, acho que é porque to perdendo as papas da lingua e cansando de ser bonzinho, quando ser mal é muito mais confortavel.
Por um lado isso é ruim porque diminuo cada vez mais meus relacionamentos sociais e por outro é bom porque eu vejo quem realmente é digno de amizade e não preciso mais ficar fazendo cera pra conversar com as pessoas. Até que ser sincero e cuzão é bem legal.
Se alguem se identificou com algo que eu disse acima não precisa ficar com sindrome de perseguição porque isso é em relação a várias pessoas de diferentes grupos e não diretamente, unicamente e necessariamente a uma pessoa.